sexta-feira, 5 de julho de 2013

O dia em que Miguel Côrtes me entrevistou


Gil Brito | Galhofas a Mil

Alguns anos se passaram. Mas me lembro bem daquela noite de 2005 ou 2006, quando, pouco antes das sete horas da noite, fui ao velho casarão da Praça Barão do Rio Branco onde então era gravado o programa Som da Tribo, transmitido pela Rádio Clube de Vitória da Conquista. O motivo de minha visita – e que me provocava seguidos calafrios – era conceder uma entrevista ao vivo ao apresentador Miguel Côrtes. Estava ali com a incumbência de falar sobre o Café com Bolacha, evento que organizaríamos, dias depois, na antiga Galeria e Café Don’Antônia, em que, além de uma exposição de capas de discos de vinil, haveria uma vitrola disponível aos visitantes, que podiam ouvir ali o LP que quisessem.

Nós, os organizadores – meia dúzia de estudantes descapitalizados, mas muito impetuosos – precisávamos divulgar o evento, e nos demos conta de que havia sintonia entre o público que queríamos atingir e o que garantia a audiência do programa. De modo que Miguel não teve dúvidas ao nos garantir, no Som da Tribo, o espaço de que precisávamos. A entrevista seguiu tranquila, em clima descontraído – o que entrava em contradição com meu estado de nervos. É difícil, para um tímido contumaz, falar ao vivo num programa de rádio. Mas, ao final do programa, acreditei ter cumprido minha missão com certo desembaraço. E, para isso, contribuiu certamente a simpatia de Miguel.

O Café com Bolacha foi um sucesso indiscutível. Foram três dias em que o Café Don’Antônia esteve lotado. Pode-se dizer que quem era interessante e relevante em Vitória da Conquista – digamos, a intelligentsia e a boemia locais, gente de teatro, cinema, literatura, meios acadêmicos, enfim – esteve presente. Quem queríamos que fosse, foi. E até quem não esperávamos que comparecesse, surpreendeu-nos com a presença. Muito desse êxito, devemos à divulgação feita por meio do Som da Tribo.

Não fomos os únicos a dispor da influência de Miguel e seu programa. O Café com Bolacha foi somente mais uma iniciativa que ele abraçou e contribuiu para viabilizar. Miguel acreditava no potencial da arte – especialmente, da música – como forma de mobilização. Entregou-se a isso de tal forma que acabou por tornar-se uma espécie de porta-voz da cena musical da cidade. Ao longo do tempo em que apresentou o Som da Tribo, manteve um público cativo que, após sua morte, sentiu-se órfão. Esse mesmo público continua carente de um representante. A cidade é pródiga em pessoas que sentem por ele alguma forma de gratidão.

Embora tenha sido entrevistado por Miguel, e sempre nos cumprimentássemos de forma protocolar, não cheguei a dispor da amizade de sua amizade. Mas, assim como seus inúmeros ouvintes, ainda não me habituei a não vê-lo mais caminhar, sempre taciturno, pelas ruas, nas noites frias de Vitória da Conquista. O rádio já não toca nossas músicas favoritas às sete da noite. As noites de sábado perderam um pouco de seu charme sonoro. A voz de Miguel já não irrompe, irada, contra o que ele considerava incorreto. E a tribo já não tem quem garanta seu som.

Banhistas aderem à moda do 'biquíni facial' em praias da China

Mulher exibe 'biquíni facial' em praia de Qingdao, na China (Foto: AFP)
Uma moda curiosa está se espalhando pelas praias chinesas e se tornando cada vez mais comum. Chamado de “face-kini” (ou biquíni facial, em tradução livre), o traje de banho cobre totalmente o rosto, deixando apenas os olhos, nariz e boca descobertos.

A máscara foi inicialmente desenvolvida para proteger o rosto contra queimaduras do Sol, mas acabou se tornando um aliado importante para repelir insetos, águas-vivas e evitar o bronzeamento, já que a maioria dos chineses não gosta de queimar a pele, principalmente o rosto.



Máscara exibe apenas os olhos, nariz e boca, e é muito utilizada nas praias chinesas (Foto: AFP)


Traje de banho bizarro é uma das alternativas para s chineses protegerem o rosto contra queimaduras e águas-vivas (Foto: AFP)

Foto: AFP
Da France Presse / G1

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Programa "Fala que eu te Ovo" - Recebe a visita do Deputado Prometeu

Capital do ciclismo, Amsterdã enfrenta falta de vagas para bicicletas


Por volta das 6h30 durante a semana, uma multidão de bicicletas, com um punhado de motonetas e pedestres, transborda das balsas que transportam ciclistas e outros passageiros, sem custo, para o outro lado do porto IJ (pronuncia-se "ai"), entupindo as ruas e causando congestionamento atrás da principal estação de trem de Amsterdã.

"Durante a tarde é ainda pior", lamentou Erwin Schoof, um metalúrgico na casa dos 20, que mora no centro da cidade, repleto de canais, e luta contra o caos diariamente para atravessá-la até seu trabalho. Willem van Heijningen, funcionário ferroviário responsável pelas bicicletas ao redor da estação, disse: "Não é uma zona de guerra, mas é a coisa mais próxima disso".

Esse fluxo entupido de ciclistas é apenas um de muitos, em uma cidade famosa por suas bicicletas, como Los Angeles é por seus carros ou Veneza por suas gôndolas.

Ciclistas jovens e idosos pedalam por faixas estreitas e junto aos canais. Mães e pais balançam as crianças pequenas em caixas de madeira espaçosas afixadas às bicicletas, levando-as de balsa para a escola ou para a creche. Carpinteiros carregam ferramentas e material em engenhocas parecidas e os eletricistas, seus cabos. Poucos usam capacete. Cada vez mais, algumas pessoas dizem o que era simplesmente impensável alguns anos atrás: há bicicletas demais.

 Enquanto cidades como Nova York lutam para fazer com que as pessoas andem de bicicleta, Amsterdã tenta manter a tal horda sob controle. Em uma cidade com 800 mil habitantes, há 880 mil bicicletas, estima o governo – quatro vezes o número de carros.

Nos últimos 20 anos, as viagens de bicicleta cresceram 40%, de modo que agora, cerca de 32% de todas as viagens dentro da cidade são feitas de bicicleta, comparadas aos 22% das viagens de carro.

Ranking mundial

Aplaudindo a conquista, uma consultoria de planejamento urbano dinamarquesa, a Copenhagenize Design, que publica uma lista anual das 20 melhores cidades para se andar de bicicleta, colocou Amsterdã em primeiro lugar este ano, como ocorreu, várias vezes, no passado. A lista consiste, na maior parte, de cidades europeias, embora Tóquio, Nagoia, Rio de Janeiro e Montreal também estejam incluídas no ranking.

Muitos moradores de Amsterdã dizem que não é tanto o congestionamento que incomoda a maioria deles, mas sim o problema de onde estacionar as bicicletas uma vez que chegam ao destino, numa cidade com praticamente mais água do que superfícies pavimentadas.

"Dê só uma olhada nesse lugar!", disse Xem Smit, de 22 anos, que, durante o ano passado, lutou para manter a ordem em um estacionamento municipal para bicicletas no coração da cidade, sacudindo as mãos para bicicletas acorrentadas a postes, bancos, árvores e quase qualquer outro objeto fixo do outro lado de uma praça arborizada entre o mercado de ações e a grande loja de departamento De Bijenkorf.

"Eu ouço reclamações o tempo todo", disse Smit. "Não é bom para bicicletas – não!". Seu minúsculo estacionamento cercado tem, oficialmente, espaço para 140 bicicletas, mas ele rotineiramente abarrota mais algumas. "Meu recorde é 152", disse ele.

O problema de Smit é, em grande parte, o que mantém Thomas Koorn, do Departamento de Transporte e Trânsito de Amsterdã, acordado à noite. "Nós temos sérios problemas de estacionamento", disse ele na sala de reuniões observando o IJ. Nas próximas duas décadas, explicou Koorn, a cidade irá investir 135 milhões de dólares para melhorar a infraestrutura para as bicicletas, incluindo a criação de 38 mil estacionamentos "nos pontos mais populares".

"Nós não achamos que há uma crise; queremos manter o atrativo", Koorn disse. Ele fez uma pausa e então, completou: "Não dá para imaginar o que seria se esse congestionamento todo fosse de carros".




Bicicletas per capta

Parte do problema, é que muitos moradores de Amsterdã não ficam satisfeitos com apenas uma bicicleta e, frequentemente, não ligam para onde deixaram as que têm. "Eu tenho três", disse Timo Klein, de 23 anos, estudante de economia, pegando uma delas do meio de um emaranhado de bicicletas na praça central Dam, algumas ainda usáveis, outras claramente destruídas.

"Se uma quebra, eu não preciso usar transporte público", como ônibus e bondes que, na visão da cidade, entopem as ruas e são mais lentos do que as bicicletas.

Com a presença de artistas, Senado aprova projeto de lei com novas regras para o direito autoral


BRASÍLIA - Sob o olhar de grandes nomes da música brasileira, como Roberto Carlos e Caetano Veloso, o Plenário do Senado aprovou, por unanimidade, o projeto de lei que estabelece novas regras para a cobrança, arrecadação e distribuição dos direitos autorais de obras musicais. O PLS 129/2012 foi elaborado a partir do trabalho da CPI do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), criada pelo Senado para investigar denúncias de irregularidades contra a entidade.

O texto aprovado teve relatoria do senador Humberto Costa (PT-PE) e prevê que o Ecad continua a ser formado pelas associações que congregam compositores e intérpretes. Mas essas entidades terão de se credenciar junto ao Ministério da Cultura para demonstrar que têm condições de administrar os direitos autorais. Antes, essa formalidade não era necessária. A matéria agora segue para a Câmara, onde o presidente Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) pretende apreciá-la antes do recesso parlamentar, dia 17.

Artistas permaneceram durante o dia todo em Brasília para pressionar os parlamentares. Eles também se encontraram com a presidente Dilma Rousseff para pedir a criação, por meio de projeto de lei, de uma entidade que sirva como mediadora de conflitos. Esse órgão seria vinculado ao Ministério da Cultura.

Roberto Carlos e os outros artistas - como Erasmo Carlos, Caetano Veloso, Gabi Amarantos, Nando Reis e Roberta Miranda - assistiram à votação de dentro do plenário e toda hora eram requisitados pelos parlamentares para tirar fotos e dar autógrafos.

Monopólio com regulação

Nas palavras do relator Humberto Costa, o Ecad manterá o monopólio da arrecadação e distribuição dos recursos, mas, a partir de agora, isso será regulado. A maioria dos artistas que desde cedo lotou a sala onde foi realizada a reunião da Comissão de Constitução e Justiça (CCJ) aplaudiu o relatório. Eles reclamavam da falta de transparência do Ecad. Mesmo quem foi contrário não criticou o mérito do relatório, mas pediu mais tempo para discutir o assunto, como foi o caso de Jair Rodrigues e de representantes do próprio Ecad.

À tarde, os artistas voltaram a se reunir com os senadores, na sala do presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), para pedir urgência na votação da matéria. Como o projeto ainda precisava passar pela Comissão de Educação e Cultura antes de ir ao plenário, somente com aval dos líderes essa etapa poderia deixar de ser cumprida, adiantando a tramitação. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) não queria abrir mão, mas resolveu atender aos apelos dos artistas e dos demais colegas.

O relator disse ainda que o projeto deveria ser votado imediatamente para se acelerar a necessária reforma dos gastos coletivos dos direitos autorais.

— Precisamos acabar com a cultura que admite a pirataria e que não acha justo o pagamento de direitos autorais. Precisamos cada vez mais criar as condições para que se cumpra esses pagamentos dos direitos autorais. Para que se pague o justo.

O relatório determina ainda que a taxa paga pelos autores para o Ecad, hoje de 25%, seja no máximo de 15%. A entidade terá quatro anos para se adaptar a esta determinação.

Os principais pontos do projeto de lei que muda arrecadação de direitos autorais

O Escritório Central de Arrecadação de Direitos (Ecad) continua a ser formado pelas associações que congregam compositores e intérpretes. A novidade é que as associações terão que se habilitar junto ao Ministério da Cultura, onde comprovarão que têm condições de administrar os direitos de forma eficaz e transparente.

A taxa de administração cobrada pelo Ecad não poderá ultrapassar 15% do valor arrecadado a título de pagamento de direitos. O Ecad terá quatro anos para se adaptar à modificação.

- O Ecad deverá ser regido por “regras democráticas de governança”, estipula o relatório, conferindo direito a vota a todas as associações, com o mesmo peso e sem discriminação.

- Cadastro unificado de obras que evite o falseamento de dados e a duplicidade de títulos.

- Emissoras de rádio e TV serão obrigadas a tornar pública a relação completa das obras que utilizou. Hoje, a distribuição se dá por amostragem. Pelo texto do senador pernambucano, apenas a fiscalização será feita dessa forma. O pagamento deverá espelhar a realidade da execução das músicas. O autor poderá acompanhar a gestão do seu direito pela internet.

- Os litígios entre emissoras e o escritório de arrecadação poderão ser dirimidos pelo Ministério da Cultura

- Os dirigentes das associações terão mandato fixo de três anos, com direito a uma reeleição. Apenas poderão ser eleitos e votar os titulares originários dos direitos, ou seja, compositores e intérpretes.

- O projeto estabelece penalidades para os dirigentes do escritório central e das associações, bem como para os usuários que descumpram as obrigações de informar a utilização das obras.

Fonte: O Globo
Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

Kajuru chama Boris Casoy “pedófilo”

 
 
Boris Casoy, âncora do ‘Jornal da Noite’, da Band, provocou a ira do também jornalista Jorge Kajuru. Ele publicou um vídeo na internet acusando Kajuru de receber dinheiro ilegal do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Como resposta à provocação, foi chamado de “lixo” pelo colega de profissão e acusado de praticar pedofilia. “Esse moleque chamado Kajuru, não sei que nome estranho é esse… Esse moleque não tem o direito de criticar ninguém, antes de explicar para a população, antes de explicar para os seus telespectadores, porque ele telefonava para o bicheiro Cachoeira pedindo dinheiro… Que dinheiro? Que favores ele prestou pro Cachoeira para telefonar e pedir dinheiro? Estão aí as gravações dele pedindo dinheiro, insistentemente, para o bicheiro Cachoeira… Coisa boa, não é…”, disse Casoy. Kajuru negou as acusações e rebateu: “Você veio me atacar e arrumou esse motivo exclusivamente por rancor, por mágoa, por vingança de sua parte. Você chegar no Youtube e me chamar de pobre coitado, você não está me ofendendo. Eu prefiro ser um pobre coitado do que ser rico, elitista, racista, fascista e pedófilo como você, porque isso é crime”. ”O que eu estou falando aqui toda a imprensa sabe sobre você… Eu não tenho nada contra opção sexual, cada um tem a sua, só que pedofilia é crime. Você era gozado entre os nossos companheiros de imprensa quando no seu telejornal aparecia matéria de pedofilia e você dizia: ‘Isso é uma vergonha, isso é crime’. Crime que você comete pegando jovens em pontos de ônibus e levando para a sua mansão em São Paulo. Ou é mentira minha?’”, acrescentou Kajuru. 

Com informações do Blog do Fábio Sena

quarta-feira, 3 de julho de 2013

TRIBUTO DA TRIBO: bandas se reúnem em celebração a Miguel Cortes


Um anos após a sua morte ainda há que não acredite na perda de Miguel Cortes. Amigos, conhecidos, simpatizantes e amantes do rock de Vitória da Conquista ainda sentem o peso da ausência de um obstinado por propagar o estilo e que durante anos se dedicou a um verdadeiro projeto pessoal, que mudou a vida de muita gente, cujo principal instrumento de promoção de bandas, realização de eventos, festivais e tantas outras formas de promover o rock, era o Som da Tribo, programa semanal que acontecia aos sábados.

Nele, por quase duas décadas, Miguel Cortes deu voz a bandas, promotores de eventos, artistas de toda natureza, promovendo uma verdadeira revolução no cenário musical da cidade, estimulando jovens de ontem e também de hoje a experimentar não apenas aquilo que ele mais amava, que era o rock, mas abrindo caminho para que os mesmos evoluíssem em outros estilos e até em outras perspectivas da própria vida, sem exageros.

Para uma celebração à memória de Miguel, os amigos Maurício Sena e Rony Vox reuniram bandas amigas para uma homenagem póstuma ao locutor, agitador cultural e grande incentivador do rock conquistense e regional, em um evento gratuito, na Travessa Zulmiro Nunes, o popular beco da Barão do Rio Branco.

“Miguel era mais que um amigo, era um verdadeiro irmão, e dedicou sua vida a manter viva a cena rock em toda a região, não apenas em Vitória da Conquista. Esta homenagem é uma forma de gratidão ao que ele fez por todos nós, mas que não corresponde exatamente a tudo que ele fez”, afirmou o amigo e músico Rony Vox.

Fonte: Blog do Fábio Sena






segunda-feira, 1 de julho de 2013

Homenagens marcam um ano sem Miguel Côrtes


No próximo dia 5 de julho, completa-se um ano desde que Miguel Silva Côrtes Filho,  uma das ativistas culturais que mais movimentou a cena rock alternativa do Sudoeste Baiano, foi encontrado morto, aos 45 anos, em sua casa. Miguel Côrtes foi vitima de um acidente vascular cerebral (AVC) enquanto dormia. Nesta data, um grupo de amigos com apoio da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, prepara uma série de eventos na próxima sexta-feira e sábado (5 e 6 de julho). A concentração será na travessa Zulmiro Nunes, no Centro.

Com informações do Blog do Anderson